Blog do Halfin


Elegância: a proximidade entre intenção e gesto?

A relação entre ídolos e fãs sempre foi baseada em admiração por algo que gostaríamos de ter e transformamos em referencia. E se tem uma qualidade que torna uma mulher especial é a preservação de sua elegância nata. Poucas conseguem, talvez por tentar ser fã ao invés de protagonista. 

Fato é que quando uma postura elegante se traduz em gestos e atitudes, além de beleza, berço e competência,  os homens se transformam em escravos (in)conscientes da essência feminina. Mesmo quando não percebem. 

 Não há como citar outra referencia: Audrey Hepburn foi a personificação da mulher elegante. 

Ela era linda. E elegante. Chique e elegante. Competente e elegante. Charmosa e elegante. E eu só não me ajoelharia em frente dela, porque mulheres elegantes abominam homens que se rebaixam. Mas, a cada vez que assisto a algum de seus filmes ou leio algo sobre esta mulher, sou obrigado a reverenciar a sorte de a ter como modelo feminino de meus sonhos e fantasias.  

Ela nasceu nobre. Filha de banqueiro e sua mãe foi casada com um nobre holandês antes de casar com seu pai. Para ser poupada da crise familiar quando seus pais se divorciaram, foi para um internato quando teve seu primeiro contato afetivo com a vida artística: o balé. Usou o balé, durante a guerra, para angariar fundos para a Resistência e levava mensagens secretas em suas sapatilhas.  

Depois da guerra, tentou ser bailarina profissional, mas sua altura não permitiu. Resolveu ser atriz e foi vista por Collette que buscava alguém especial para viver Gigi. Collete também se encantou com Audrey. 

Não muito tempo depois, Audrey foi  princesa em "A princesa e o plebeu" e além de princesa virou estrela. Ganhou o Oscar de melhor atriz. Depois, atuou em Sabrina e recebeu seu segundo Oscar. Além dos Oscares, casou-se com o talentoso Mel Ferrer. 

O filho de Audrey e Mel, Sean, nasceu em 1960, não sem antes, ela sofrer muito para conseguir alcançar a maternidade. Foram vários abortos e crises depressivas. Nestes período conturbado, filmou "Guerra e Paz",  "Cinderela em Paris", "Amor na tarde", "A flor que não morreu", "Uma cruz a beira do abismo", "O passado não perdoa".

Seriam os títulos dos filmes, um retrato de uma mulher de verdade ou mera coincidência? 

Após um ano e meio de licença-maternidade, voltou a Hollywood para estrelar "Bonequinha de Luxo", seu grande sucesso.

Na década de 1980, Audrey voltou a se dedicar as causas sociais. Tornou-se embaixatriz da UNICEF. Foi uma forma de agradecer sua sobrevivência durante a guerra. Audrey, dominava vários idiomas e focou sua vida para ajudar quem precisava. Sua única parada foi para viver um anjo em Além da eternidade. 

Não foi uma ironia. Audrey se transformou em anjo em 1993, aos 63 anos. 

A elegância pressupõe aceitar destinos. Mas, também desafiá-los. Não são raras as oportunidades em que percebo que a preocupação com o belo tem deixado, em um segundo plano, a atenção com os detalhes. Com os gestos. 

Talvez seja culpa dos homens que focam mais a estética. Mas, não acredito nisso. Os homens prezam a delicadeza dos gestos, mas talvez não tenham consciência. Fruto de nossas distrações, a mulher busca a atenção do reconhecimento através da beleza e muitas vezes abrem mão de suas forças e fragilidades. Forças que surgem na fragilidade e fragilidades que se desnudam nos momentos mais fortes da mulher. 

Homens querem mulheres elegantes. Atributo esse que faz parte da essência feminina. Só cabe a elas não abrirem mão disso. Ou não?  




Escrito por Halfa às 09h55
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Por que ter medo de Virginia ?

Em literatura, fluxo de consciência é uma técnica literária em que se procura transcrever a complexa construção do pensamento de um personagem. O raciocínio lógico é entremeado com impressões pessoais momentâneas e mostra os processos de associação de idéias. 

A utilização dessa técnica mostra o ponto de vista de um personagem através do exame profundo de seus processos mentais, mesclando as distinções entre consciente e inconsciente , realidade e desejo, as lembranças da personagem e a situação que é narrada no momento.

Na peça "Quem tem medo de Virginia Wood", Martha e George são um casal de meia idade que chegam em casa embriagados e recebem um casal mais jovem, também embriagados, e Martha (que no cinema foi interpretada por Elizabeth Taylor), após uma discussão com o marido, humilha George e começa se insinuar abertamente para seu hóspede. 

George reage propondo um "jogo da verdade" induzindo as pessoas, a seu redor, confessarem detalhes íntimos, mas ele jamais confessando quando diz a verdade ou mente sobre si mesmo, induzindo seus confusos interlocutores dizerem mentiras que pensavam ser verdades (geralmente omitidas e escabrosas), mas logo desvendadas pelos outros.

Virginia Woolf fazia uso frequente dessa técnica e é considerada uma de suas precursoras. Seu romance, Mrs. Dalloway ficou conhecido pelo filme As Horas   baseado na obra homônima de Michael Cunningham, filme no qual Virginia foi interpretada por Nicole Kidman, premiada com um Oscar por seu retrato da escritora britânica. O filme conta várias histórias, mescla a vida da própria autora numa personagem e coloca algumas particularidades de Mrs. Dalloway, numa dessas histórias. Em Mrs. Dalloway, Virginia descreve um único dia da personagem, quando ela prepara uma festa.

Já Orlando, sua obra mais conhecida e publicada em 1928, é também uma fantasia histórica sobre o período elisabetano.

Após terminar As Ondas, uma de suas obras mais importantes, Virginia Woolf estava exausta. Ela segue para a sua casa de campo para um período de descanso, e leva o livro das cartas trocadas entre os poetas Elizabeth Barrett e Robert Browning. Durante a leitura, repara na presença permanente de um cachorro, Flush. Por diversão, resolve escrever a visão desse cachorro do mundo à sua volta. Essa obra foi muito elogiada por fazer um relato minucioso sobre a época dos poetas. Ironicamente, foi a obra que mais deu retorno financeiro à escritora e a mais traduzida em outros idiomas.

Virginia se suicida em 28 de Março de 1941, após um colapso nervoso. Ela vestiu um casaco, encheu seus bolsos com pedras e se afoga no Rio Ouse. Seu corpo só será encontrado no dia 18 de abril.  

Quem de nós já não "brincou" de jogo da verdade na adolescência? Quem de nós, não utilizava nesse jogo, a ferramenta de tentar descobrir através das "pretensas verdades" de nossos amigos, quais eram os nossos limites de verdades e mentiras, realidade e ficção, pessoas ou personagens ou de nos aceitarmos como éramos vistos? 

O medo que cada um carrega consigo não é de Virginia. Muitas vezes, ouço perguntas no universo masculino se os homens tem medo de mulheres inteligentes e fortes. Creio que o cerne da questão está mais se temos coragem de assumirmos nossas fragilidades e encarar esse medo como um ato de bravura. 

Fato é que quis o destino que a verdadeira Virginia se transformasse em muitos personagens e suas verdades e obras revelassem o protótipo de uma mulher que assombra os personagens masculinos até hoje. Sejam eles reais, ficcionais ou por que não, virtuais. 

A questão que fica é: será que as mulheres também tem medo de Virginia Woolf?




Escrito por Halfa às 09h54
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Jane e as "calamidades" femininas...ou serão calafrios masculinos?

"A história ainda fala dela como uma prostituta desde muito cedo, chegada a bebedeira e que chamava seus homens comumente de maridos. Ao mesmo tempo que a descrevem como bêbada, desordeira e totalmente desprovida de qualquer concepção de moralidade, era tida por outros como generosa, tolerante, bondosa, sociável e acima de tudo corajosa, como um "leão ou o próprio diabo". - Calamity Jane: The Woman and the Legend - James D. McLaird  (2005).

A primeira vez que ouvi falar em Calamity Jane é que ela teria sido uma fora-da-lei no velho oeste americano.

Jane não era bonita. Jane sabia atirar. Jane conduzia como ninguém carroças e cavalos. Em 1868, formou um time para construir a Union Pacific e dois anos depois foi recrutada pelo General Custer (aquele que aniquilou e foi aniquilado pelos índios) como olheira do exército. Segundo seu relato, foi na guerra que ela teria salvo a vida do General Egan e o conduzido em segurança até o forte. Nesta época que Jane se transformou em Calamity Jane.  

Poucos sabem se todos estes fatos sejam verdadeiros. Os registros históricos são dúbios e carecem de confirmação e sobram versões e lendas sobre o velho oeste americano. 

O que é unânime, em todos os registros e depoimentos, é que Jane ainda trabalhou como piloto dos Correios e fazia o percurso de 50 milhas muito mais rápido que os homens. Embora muito achavam que ela era própria fosse um homem porque se vestia como tal. Provavelmente, não teria tido este espaço e emprego como mulher.

Em 1878, durante o surto de varíola em Deadwood, Jane teria sido a única mulher a ajudar nos tratamentos dos doentes, porque outras mulheres se recusaram, por medo de contágio. Durante semanas se dedicou exclusivamente a ficar com os doentes, dias e noites, e um sobrevivente teria relatado que era sempre a última a segurar a cabeça e administrar consolo para o homem que "estava prestes a partir para um outro país" (teriam sido palavras dela) 

Jane conheceu muitos homens. Entre eles, Wild Bill Hickok (conhecido como Buffalo Bill) e, embora dissesse ser casado com ele, teriam sido apenas amigos. A mentira era para preservar Bill, porque não era bem aceito que homens e mulheres fossem "apenas bons amigos" no velho oeste americano do século XlX. Fato é que depois do assassinato de Buffalo Bill, em 1876, ela teria visitado o túmulo dele diversas vezes 

Em 1885, Calamity Jane se casa com Clinton Burke. E, dois anos depois, em 28 de outubro de 1887, dá a luz uma filha. O casamento acaba, em 1895 e ela deixa sua filha no Convento de Santa Maria, em Sturgis, para que a menina não pague o preço de sua imagem e não sofra em uma sociedade machista e ela volta para a estrada. 

Em 1896, ela começa a aparecer em palcos em um show do velho oeste que ficou conhecido como "Calamity Jane! The Famous Woman Scout of the Wild West" e no ano seguinte publica, por conta própria, um pequeno panfleto, "A Vida e Aventuras de Calamity Jane.

A mulher Martha Jane Cannary (Calamity Jane) morreu em Terry, Dakota do Sul em 1 de agosto de 1903 de "inflamação do intestino" e foi enterrada no Cemitério de Monte Moriá, Deadwood. Muitas afirmam ter sido, efetivamente, a primeira feminista americana. Não, por opção. Mas, por sobrevivência.

A questão que fica é o quanto as mulheres foram discriminadas por sempre terem produzido. Terem tomado as rédeas. Terem pensado na herança ética e de imagem de sua prole, em detrimento da própria e, principalmente, terem sido sempre mais fortes, mesmo quando uma sociedade impunha uma ditadura da fragilidade feminina. A fragilidade está no medo do homem em reconhecer na mulher sua capacidade de ser forte.  E, cá entre nós, em algumas mulheres também.  Acho que a calamidade não estava em Jane. Jane amou e preservou a imagem daqueles que amou. 

E nós, homens, resolvemos simplificar. Saiu do padrão e defendeu seus direitos? Transformamos em prostitutas. Em calamidade púbica! Um retrato do nossos medos e dos nossos preconceitos. 

Alguns dirão: isso foi há dois séculos. A questão que fica? Mudou? 

Ou, nós homens, ainda temos muito medo das mulheres que nos causam calafrios?



Escrito por Halfa às 09h53
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Coco e Kiki ou Mulheres....escravas de si próprias?

"Eu criei um estilo para um mundo inteiro. Vê-se em todas as lojas "estilo Chanel". Não há nada que se assemelhe. Sou escrava do meu estilo. Um estilo não sai da moda; Chanel não sai da moda."  - Coco Chanel

Dentro da redundância que toda mulher é, por definição, algo indefinido e contraditório e que reside justamente nessa dissonância cognitiva, o principal objeto de desejo masculino, mesmo que para alguns espécimes dessa categoria, isso seja confundido com o sexo puro, simples e direto, a questão é que a inteligência feminina é pouco entendida pelos homens.

E é assim mesmo que deve ser. 

A sagacidade feminina é que ela assume seu lado fêmea justamente no ponto em que alguns homens sejam capaz de captar, mas jamais entender. Não cabe ao protótipo masculino compreender a mulher. Mas sim, saborear a incompreensão. Buscar atalhos, caminhos para que, em um desafio que alterna entre sexo, conversas, atitudes, olhares e risos, consiga tirar desta fêmea seus mistérios, sem tentar desvendá-los.

Apenas, usufruir. E respeitar essa distância. 

Qualquer tentativa de explicação será sempre confundida com invasão. Até porque nós homens não temos o timming e a delicadeza necessárias para investigar, sem deixar rastros.

No mais das vezes, somos péssimos mentirosos, mesmo que continuemos a exercer a mentira e acreditar nas mesmas. Mas, apenas nós nos convencemos.

A mulher, quando muito, se for interessante para a ocasião, nos concede o poder da dúvida que acreditaram em nossas versões, mesmo que, para  os homens, transpareça como uma verdade absoluta. 

No filme "Meia Noite em Paris" de Woodie Allen, o único personagem misterioso é "Adriana" interpretada pela maravilhosa atriz Marion Cotillard (que também foi Edith Piaf no cinema) e começa como amante de Picasso e pela qual Gil se apaixona.

Lógico que a busca sobre quem Allen teria se baseado para desenvolver a personagem se torna intensa e os críticos chegam a dois nomes: Marie Thérèse Walter que tinha 17 anos quando Picasso a conheceu e ficou oito anos com o pintor e teve uma filha de nome Maya.

E, a outra amante, Dora Maar, que ele conhece em 1935 e o relacionamento extra-conjugal também dura por quase oito anos.

A personagem do filme, porém, também informa que fora amante de Modigliani e Braque. O que não confere com as amantes acima citadas. 

Prefiro jogar minhas suspeitas que Adriana foi baseada mais em Kiki de Montparnasse. Nascida em uma família miserável em 1901, em Châtilon-sur- Seine, deixa a Bourgogne com 12 anos e vai para Paris onde é recolhida por Soutine, posa para Modigliani e Man Ray (os dois são mencionados no filme) e se torna amiga e amante de diversos artistas na década de vinte. 

“Kiki era maravilhosa de se ver, sendo seu rosto naturalmente bonito, ela o havia convertido em obra de arte, tinha um corpo prodigiosamente belo e uma voz agradável…. Kiki foi sem dúvida a rainha desse bairro de artista, sonho e destino de milhões de pessoas nos anos 20, e chegou a simbolizar tudo que oferecia Montparnasse". (Ernest Hemingway).

Certa vez, Kiki escreve "Me voilá de retour a Montparnasse, que me parait le pays de la liberté".

A exemplo de Chanel, Kiki também criou um estilo cujo foco era despertar nos homens e, por que não dizer, em si próprias um estilo onde podiam pairar soberanas suas belezas exteriores, mas principalmente ter em suas rédeas, o poder de sedução. E este poder as transformou em personagens e escrevas de si próprias. Na essência e na moda. E talvez, eternamente na história e nos corações e fantasias masculinas. 

Creio que o melhor caminho para aproveitar as mulheres não reside em tentar entende-las. Mas, escutá-las e prestar atenção em mulheres do passado apenas como uma referência do presente.

Estas não se encontram em manuais, mas nos grandes artistas e escritores. E, principalmente, em nossa capacidade de percepção...



Escrito por Halfa às 09h51
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Mulheres....mudaram elas ou mudamos nós?

Sempre fui um fã incondicional das mulheres. Não apenas no sentido estético, psicológico ou humanitário. Estes sempre, de alguma forma, chamaram atenção da humanidade.

Mas, sou um fã da natureza feminina que sempre esteve um patamar acima do nível da compreensão masculina padrão. 

Por outro lado, os homens que se dedicaram a interpretá-las e não apenas tentar compreender seus movimentos e/ou insinuações conseguiram capturar de forma exemplarmente feminina os fragmentos que mais encantam aos homens. Fragmentos estes tão sutis e tão característicos que escapam até das próprias mulheres.  

Um exemplo disso é que as melhores personagens femininas foram criados por homens em seus devaneios femininos na arte de escrever, cantar, filmar e sobretudo, sonhar. A ponto de negarem a capacidade de absorver o sentimento feminino através da arte, embora o fazendo.

Hoje vou me concentrar em uma personagem muito citada, odiada por algumas, mas que poucos a conhecem: Julia D'Aiglemont. Mais conhecida como a mulher de trinta anos de Honoré de Balzac.

Uma mulher que ousou desafiar uma sociedade napoleônica através da sua capacidade de amar o proibido. Onde proibir era uma prerrogativa social e, leia-se neste social, um universo patriarcal e limitado (mudou isso?).

"- a mulher, e principalmente a mulher moça, tão grande pelo espírito  como pela beleza, jamais deixa de consagrar sua vida àquilo a que a natureza, o sentimento e a sociedade a impedem inteiramente.

Se essa vida vem a falhar e se ela continua na terra, experimentará os mais cruéis sofrimentos, pela razão que torna o primeiro amor o mais belo de todos os sentimentos.

Porque essa desgraça não teve jamais um pintor nem um poeta? Mas será possível pintá-la? cantá-la?

Não. A natureza das dores que ela engendra escapa a análise e às cores da arte.

De resto, estes sofrimentos nunca são confiados: para se consolar deles uma mulher é preciso adivinhá-los, porque, sempre amargamente contidos e religiosamente sentidos, eles permanecem na alma como uma avalancha que, precipitando-se num vale, destroça tudo antes de encontrar seu caminho.

Julia estava tão abismada nesses sofrimentos que por muito tempo ainda permanecerão desconhecidos, porque tudo no mundo os condena, ao passo que o sentimento os afaga e a consciência de uma verdadeira mulher os justifica"

O amor proibido continua proibido. O amor proibido continua sendo amado, o amor ainda é calcado nos sentimentos e o sofrimento da mulher talvez tenha encontrado novas formas de expressão ou de solidão. Mas, terá sido uma solução  confiável ou uma nova justificativa? 

Obra citada: 

Honoré de Balzac - A mulher de trinta anos - Paris - 1844 - 

Editora L&PM Editora - 1984    




Escrito por Halfa às 09h50
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